Branding à la Donald Trump

Aqui algumas lições interessantes sobre branding  mas com premissas duvidáveis para alguns, talvez extraídas do artigo “Guia de construção de marcas ao estilo Trump“, de Anselmo Ramos.

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Não sou dos que a priori acham que Donald Trump é filho do capiroto com o ET de Vargínia pelo que disse em campanha. Ainda fico com a pulga atrás da orelha pensando se parte das bobagens que vociferou não passou de mkt (nota pós-eleição: infelizmente, não era mkt) e de uma boa dose de entendimento de quem é o seu público – por mais estranho que seja esse público. Acho que esse é o ponto geral do texto que inspirou este post e por isso o compartilho aqui.

De qualquer maneira, para os que não têm paciência para a leniência do autor com DT, retirei de cada lição os pontos que considero essenciais.

Juntos, com algumas ressalvas, são um bom conjunto de princípios para todos os que lidam com marcas.

  1. Esqueça as pesquisas. Entenda o ser humano

Entenda as pesquisas, mas nada substitui o gut feeling e o profundo entendimento do ser humano. – Esse era um dos mantras de Steve Jobs.

  1. Seja o anticategoria

Estude profundamente sua categoria, entenda os códigos, e faça tudo ao contrário. – Ok, isso não precisa ser uma regra geral. A ideia aqui é criar diferenciação em um cenário de mensagens pasteurizadas. Mas avalie bem caso a caso.

  1. Nunca mude o posicionamento da sua marca

A marca é uma só. Ela pode se adaptar ao momento, ao contexto. Mas a essência de uma marca não deveria mudar nunca. Aconteça o que acontecer. – Quase chorando aqui… ah se os clientes ouvissem nossas preces.

  1. Tenha brand assets claros. E use-os à exaustão

Identifique claramente quais são os brand assets da sua marca. Eles não precisam ser perfeitos. Eles só precisam fazer sentido no contexto da marca. E use-os em toda e qualquer oportunidade.

  1. Fale como as pessoas falam

Sempre curto, sempre fácil de repetir, sempre em formato hashtag. Não fale empolado, não fale difícil, fale como as pessoas falam. – Sendo mais assertivo, fale de maneira a ser entendido por seu público. Busque criar empatia e valor.

  1. Não seja chato. O povo quer entretenimento

Seja polêmico, seja qualquer coisa, mas não seja chato. – Por favor!

  1. Erre mais. O consumidor perdoa

Não fique paralisado, não tenha medo de errar, de não agradar, de não ter likes suficientes. Quanto mais forte for sua marca, mais você pode fazer, provar, provocar. Erre mais. Fale mais besteira. Não peça desculpas. O consumidor perdoa. – Err… nem tanto ao mar. Para inovar é necessário ousar, mas evite cutucar a onça com vara curta, ao menos gratuitamente. Mantenha todos os seus movimentos friamente calculados. 😉

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Ao consumidor, as dúvidas e as dívidas.

“Os números mostram que nós não recebemos esses repasses. Alguém tem que explicar onde foi parar esse desconto”.

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Essa é a reclamação do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes de São Paulo, mas poderia ser a de qualquer brasileiro que precisa abastecer seu carro, moto ou caminhão.
Recentemente, uma série de reportagens de vários veículos de comunicação do país, como Folha de SP, Jornal HojeG1 e Exame, questionou o não repasse às bombas das reduções dos preços das refinarias realizadas pela Petrobras.
Nenhuma das matérias respondeu a pergunta. Todas se limitaram – como de praxe – a ouvir os lados.
Abaixo, trechos de alguns depoimentos de representantes da cadeia produtiva do mercado de combustíveis, coletados a partir da matéria da Folha – todos mais escorregadios que azulejo molhado, vou logo avisando:

As distribuidoras responderam que suas estratégias comerciais são confidenciais e que os preços dos combustíveis variam também de acordo com outros elementos, como impostos, logística e margens da cadeia produtiva. Ahã… ok.

A Petrobras Distribuidora informa que os preços praticados pela companhia são estipulados em negociações individuais com os revendedores. Vejam… é a distribuidora da Petrobras!

O mercado de combustíveis tem como característica a liberdade de precificação em todas as etapas da cadeia e quem determina o preço final do produto é o mercado por meio da competição em cada bairro ou cidade, afirmou a Raízen. Pois é… mas liberdade não é libertinagem.

A Ipiranga citou o aumento de preço do etanol anidro nos últimos meses, que ocorre devido à entressafra da cana. A gasolina vendida nos postos tem 27% de biocombustível na mistura. Essa é a balela mais repetida pelos responsáveis pelos aumentos de preço nas bombas. Já desmentida até pelos produtores de etanol (veja aqui). Sem-vergonhice? Tem sim… Pergunta lá no posto Ipiranga!

Detalhe: de acordo com a ANP, essas três companhias controlam 66,4% das vendas de gasolina e 76,5% das vendas de óleo diesel no país. Ou seja… estamos ferrados.

Mas e o que diz o governo? Aqueles caras que são pagos pra nos proteger de “eventuais” falhas nas engrenagens mercadológicas… Bom, esses são ainda mais lisos que sabonete molhado:

Procurados, ANP e Ministério de Minas e Energia afirmaram que os preços dos combustíveis são livres. Leia-se: “tá liberado, galera! Podem meter a mão!”

Responsável por investigar questões concorrenciais, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) diz que os processos são iniciados a partir de denúncias da sociedade.
Caso haja eventuais denúncias ou indícios de cartelização na formação dos preços de combustíveis, seja por distribuidores ou revendedores, o Cade poderia abrir uma investigação para apurar as supostas irregularidades, como já tem sido feito em diversos casos”, afirmou o órgão, em nota. 

E agora, ficou mais claro para você porque os preços nas bombas não caem? Simples: não há interesse do “mercado” e o governo, que deveria corrigir as distorções, não se move… a não ser que alguém denuncie. Quando eu era criança chamavam isso de conivência. Mas agora o mundo é outro, claro…

As sucessivas reportagens de imprensa também não servem como denúncias de algo errado, obviamente.

Então… vamos ficando assim, desse jeito mesmo, como já é de costume.

A nós, consumidores, restam apenas as dúvidas e as dívidas.

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Bye bye, so long, farewell…

Obama vai se despedindo do cargo de presidente e fico aqui tentando lembrar de um político tão carismático, elegante e inteligente em sua maneira de se apresentar, de dar seu recado.

Tem sido assim desde a campanha para o 1º mandato, quando seu slogan pop “Yes, we can” ganhou o mundo.

Falando de mkt, vou sentir falta dessa persona super bem construída inovando vez ou outra por aí.

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Game Over… dose

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Pois é, chegou a vez dos games.

São a menina dos olhos do marketing, da publicidade, das marcas, ONGs e até da política. Estão nos browsers, tablets, smartphones e desgastando as pontas dos dedos de milhões, sem dó.

Dizem que tudo começou com o Farmville. Não creio. Acho que vem lá de trás, com pac-man, river raid, senhor das trevas, double dragon, street fighter, mortal combat e outros títulos lendários que nos trouxeram até aqui.

O que acontece agora é que os games estão deixando o posto de próximo problema da juventude, depois das drogas, pra se tornar o grande nicho de mercado e riqueza. Afinal, combinam com tudo que tá bombando: redes sociais, sites institucionais, comunicação interna, TV digital e até com consoles… ah, é, os consoles… Bom, na minha opinião eles não morreram, não. Ainda que estejam correndo atrás do prejuízo e migrando pras mãos da garotada também (alguém aí pensou em Nintendo 3DS?).

Mas os consoles estão esperando alguma coisa pra dar o pulo do gato. Que seria…? Simples, assinatura. Peguem o exemplo da Apple (que tá demorando pra chegar nesse canto da casa da gente). Os caras revolucionaram a indústria musical criando uma loja que vende qualquer canção a míseros US$ 0,99. Just because entenderam que é a escala que faz a diferença. E é exatamente por isso, pelo preço, que a Apple Store nunca vai falir pela ação da pirataria. Sim, sim, você pode até fazer o jailbreak de seu iPhone, mas duvido que deixe de comprar um aplicativo bacana por causa de míseros trocados.

O que falta pra indústria dos games baixar os preços de seus jogos (absurdos! Ao menos no Brasil, onde com o valor de três títulos vc compra outro console)? Talvez estejam esperando a Apple entrar no jogo (trocadilho casual) e começar a lançar títulos mundialmente por míseros R$ 15,00. Imaginem um lançamento mundial de um jogo como Metroid, com direito a teaser no YouTube, nas redes sociais, nos principais portais e canais fechados de TV… Imaginem quantas pessoas baixariam o jogo imediatamente, só pra não ficar de fora desse viral global. Ainda mais com o apelo da maçã de Jobs…

Enfim, algo me diz que a indústria sabe de coisas que eu não sei. Porque tudo isso parece óbvio demais, não acha também?

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Web x Apps

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Estou aqui pensando no que é mais vantajoso: transformar um site em aplicativo ou ter as funções de um aplicativo em um site, a partir do HTML5. Dúvida cruel…

O que me interessa, de verdade, é a interação com o usuário. Mudar a relação passiva do site (venha a mim) para uma presença mais ativa (o que vc quer, quando vc quer).

É a nova estratégia do jogo. Com os apps, estamos aprendendo (rapidamente) que não precisamos ir até um site para fruir o que queremos dele. Um aviso sonoro chama a atenção no smartphone sempre que chega um novo convite de nossos contatos em redes sociais. Com dois toques na tela, abrimos o aplicativo e escolhemos aceitar ou não ir naquele evento. Simples, rápido, sem grandes navegações. É o conceito push, sem escalas. Vôo direto até o destino escolhido.

Chris Anderson sugere na Wired que esse pode ser o fim da web como a conhecemos até agora. Tanto por nossos hábitos quanto pela oportunidade tão aguardada pelos magnatas digitais, de finalmente taxar serviços on-line com nosso consentimento. Well, a onda se move conforme as tendências de mercado e as necessidades dos usuários. Sempre foi assim e sempre será.

Mas o fato é que a mobilidade põe a relação web-usuário em uma posição de maior proximidade e conforto. E graças a funções bacanas embarcadas nos novos gadgets, como gps, bússola, acelerômetro, entre outros, essa relação chega com um efeito Bombril arrasador.

Hmm… Mas voltando ao problema inicial… E se o HTML5 nos permitir o mesmo tipo de interatividade móvel que temos a partir de um aplicativo embarcado? Imagine: criar um app hoje requer programação para várias plataformas, como iOS, Android, Symbiam etc. Mas se tudo fosse feito a partir do navegador, com alguns ajustes poderíamos abraçar todas as plataformas, sem custos replicados. Parece um bom negócio, não?

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Apenas esboços

Este é um espaço de ideias fluidas.

Em movimento…

Que inevitavelmente se transformam.

Criando um nexo casual… eventualmente.

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